sábado, 12 de setembro de 2015

Momento Saúde... Discopatia Degenerativa / Tratamento

DISCOPATIA DEGENERATIVA

O disco intervertebral é uma estrutura complexa e sua degeneração pode levar ao desenvolvimento de quadros dolorosos de difícil controle. A disfunção consiste em fissuras na cartilagem discal e reação sinovial na face articular. As manifestações da disfunção incluem lombalgia e cervicalgia que pioram com a movimentação, dor à palpação local, contratura muscular e hipomotilidade.


Na técnica kantan na kensa fechamos o dragão na região dorsal afetada.
Agulhamento quente com botão de moxa.
varredura de moxibustão.
Ventosaterapia e/ou escarificação com ventosa local.
Aplicação de Stiperterapia local.

Furúnculo / Tratamento

FURÚNCULO


O furúnculo faz parte do grupo das infecções de pele e caracteriza-se por uma infecção do folículo pilossebáceo (cavidade onde nasce o pêlo), geralmente causada por uma bactéria chamada Staphylococcus aureus. Como a maioria das infecções de pele, o furúnculo não é um problema grave, porém é fonte de grandes transtornos e angústia para os indivíduos acometidos.

Podemos tratar rapidamente com agulhamento bilateral no ponto F3
Podemos extrair utilizando uma lanceta e o menor copo de ventosa.
Retirada indolor e rápida.

Momento Saúde... Fasceíte Plantar / Tratamento

FASCEÍTE PLANTAR

A Fasceíte plantar (FP) é uma condição incapacitante comum que afeta milhões de pacientes por ano. Com o diagnóstico precoce e aplicação precoce de tratamentos não-cirúrgicos tradicionais os sintomas geralmente desaparecem com o passar do tempo. No entanto, apesar do tratamento adequado, 20% dos pacientes apresentam sintomas persistentes.


Na técnica Kantan na Kensa, fecho o dragão na região do tornozelo, dedos dos pés e aplicação de moxibustão local. Resultado entre 4 à 6 sessãos.
Podemos finalizar com aplicação de Stiperterapia.

Momento Saúde... Hepatites Virais

Hepatites Virais



- O que é a Hepatite
- Hepatite A
- Hepatite B
- Hepatite C e E
- Outros Tipos de Hepatite
- Como é Feito o Diagnóstico
- O Tratamento da Doença
- Como Evitar a Hepatite
- Veja Outros Artigos Relacionados ao Tema

"Milhões de pessoas no mundo estão infectadas pelos vírus da hepatite. Os portadores crônicos de infecção por vírus da hepatite geralmente são assintomáticos e grande parte deles permanece assim. Entretanto, essa inexistência de sintomas não pode ser entendida como reflexo de um curso benigno, pois vários casos evoluem para cirrose e carcinoma hepatocelular, além de prosseguirem contaminando outras pessoas".
O que é a Hepatite
Hepatites Virais são processos infecciosos (causados por vírus) e que podem comprometer em graus variáveis a capacidade de funcionamento do fígado. O fígado é um órgão extremamente importante para a nossa saúde. Denomina-se órgão vital por ser imprescindível para a manutenção da vida. São conhecidos na atualidade cinco tipos de hepatites virais, assim classificadas como tipos A, B, C, D e E. As mais freqüentes em nossa população são as hepatites virais do tipo A e B, embora a hepatite do tipo C já tenha alcançado cifras significativas trazendo preocupação por suas conseqüências.

Hepatite A
É a hepatite mais comum entre nós, a que ocorre mais freqüentemente em crianças e é a de evolução mais benigna, ou seja, quando o paciente se cura, deixa o menor índice de conseqüências no fígado. O indivíduo se contamina com esse tipo de hepatite através da água, sangue, secreções humanas e em concentrações de público (balneários, praias). A incubação demora poucas semanas e, independentemente desse tempo, a doença se torna mais infectante nos dias que antecedem o aparecimento da icterícia e se prolonga em média por 10 dias. Geralmente é assintomática em crianças, mas geralmente sintomática em adultos. A transmissão da hepatite segue a via orofecal, ou seja, no contato com esta via podemos nos contaminar, por exemplo: alagamentos, enchentes, águas servidas. Também pode ser transmitida pela via sexual e sangüínea. A infecção na maioria das vezes tem caráter benigno, evoluindo para cura em um ou dois meses; os casos que podem levar a morte são raros e não existe ocorrência de doença crônica.

Hepatite B
É uma hepatite que do ponto de vista clínico é bem tolerada, assim como a hepatite A, mas pode acarretar conseqüências para o organismo (artrite, erupções cutâneas, glomerulonefrite, periarterite nodosa) e para o fígado e outros órgãos anexos (hepatite crônica, cirrose, hipertensão do sistema venoso portal, hiperesplenismo, deficiência da coagulação sangüínea, etc). O indivíduo se contamina por tatuagens; relações sexuais com indivíduos portadores do vírus; em atividades de alto risco (médicos, dentistas, paramédicos, pessoas que se submetem a diálises, doentes que necessitam de transfusões sangüíneas freqüentes, pessoas em contato com material médico hospitalar usado, entre outras). O período de incubação varia entre um mês e seis meses (30 a 180 dias). De um modo geral, cerca de 90% dos infectados pelo vírus da Hepatite B se recuperam de sua fase aguda e os restantes 10% sofrem conseqüências graves como: morte na fase aguda, aparecimento de cirrose, insuficiência hepática e câncer hepático.

Hepatite C e E
Já teve vários nomes, mas atualmente é conhecida como Hepatite C. É uma hepatite transmitida por via sangüínea, não havendo evidências seguras de sua transmissão salivar ou pelo sêmen. Suas manifestações ocorrem entre duas semanas a seis meses, embora sua incubação atinja, em média, oito semanas. Em 45% dos pacientes a hepatite C torna-se crônica e metade deles evoluem para cirrose, se não tratados a tempo. A exemplo da Hepatite B, a hepatite C também pode levar ao câncer hepático após longos anos de evolução. Já a Hepatite E é de transmissão intestinal e geralmente é epidêmica, principalmente em países de baixa cultura e higiene. Sua mortalidade se associa mais às mulheres.

Outros Tipos de Hepatite
Trata-se da hepatite com CMV ou Hepatite por Citomegalovírus. Os indivíduos se contaminam em contato com alagados ou com pessoas contaminadas. Hepatite por mononucleose é geralmente congênita, mas também pode ser transmitida pelo sangue e, nesse caso, seu período de incubação dura em média doze semanas. Evolui de modo benigno e é autolimitada.

Como é Feito o Diagnóstico
Na fase aguda da doença o paciente pode apresentar desde sintomas inespecíficos, tais como febre, mal-estar, cefaléia, dores musculares, náuseas, vômitos e até sintomas como icterícia (pele e olhos amarelados), colúria (urina escura) ou hipo e acolia fecal (fezes esbranquiçadas). A suspeita de hepatite depende de boas informações que o paciente poderá fornecer ao médico, seus sintomas e sinais. Uma vez confirmada a possibilidade de ser hepatite, o médico deverá fazer o diagnóstico laboratorial, através de exames de sangue específicos para hepatites virais e outros exames correlacionados com as repercussões no organismo.

O conjunto de resultados poderá levar à conclusão diagnóstica de hepatite aguda viral. Alguns pacientes (ou algumas outras hepatites) necessitarão de mais ou menos exames em intervalos que ficarão a critério de seu médico assistente, o qual tomará como base às evoluções do quadro laboratorial e clínico. Outros exames do tipo: ultra-sonografia, biópsia hepática etc, poderão ser necessários em alguns casos mais raros.

O Tratamento da Doença
De um modo geral as hepatites virais agudas são suporte e complementação de necessidades. Quando elas ficam crônicas são necessários vários recursos para seu tratamento, que tem como elemento mais importante a utilização de "Interferons", que são medicamentos que atuam nos vírus, diminuindo sua duplicação e, portanto, diminuindo a gravidade da infecção, podendo até mesmo curar o indivíduo, no aspecto infeccioso. Devemos salientar que, por ocasião do tratamento antiviral, a função hepática se estabiliza, mas as lesões hepáticas causadas pelos vírus permanecem estáveis; portanto, quanto mais precoce o diagnóstico para o início do tratamento, mais chance teremos de preservar a função hepática e a saúde do paciente. O tratamento com os Interferons possui alguns efeitos colaterais que na grande maioria são de pouca importância. Para a hepatite causada pela mononucleose e pelo CMV há medicações específicas.

Como Evitar a Hepatite
A prevenção das Hepatites está baseada em: evitar locais se risco, evitar atitudes e procedimentos de risco, cuidados higiênicos–dietéticos, cuidados sexuais e vacinação. Como medidas profiláticas temos algumas vacinas, que de modo geral não possuem contra indicações e sim épocas adequadas para aplicação. As vacinas existentes no mercado possuem poucos efeitos colaterais de importância e os pacientes devem se vacinar só com aconselhamento médico.

Momento Saúde... Linfadenopatia / Tratamento MTC

LINFADENOTAPIA

A linfadenopatia pode ser causada por: (1) aumento do número de linfócitos e macrófagos normais durante uma resposta imune a um determinado antígeno; (2) infiltrado linfonodal por células inflamatórias devido infecção nos próprios gânglios (linfadenite); (3) proliferação neoplásica de linfócitos ou macrófagos (linfoma); ou (4) infiltração de macrófagos como o observado na doença de Gaucher.
Tratamento Kantan na Kensa
Agulhamento bilateral na região do sulco dos dedos dos pés entre o dedão e o segundo dedo. Similar ao F3.
Uma agulha dois dedos acima do maléolo lado interno.
Uma agulha na região gemelar interna. Inserção profunda.



Momento Saúde... A importância de se medir e se controlar os níveis de colesterol / Tratamento MTC

A importância de se medir e se controlar os níveis de colesterol



"Você já ouviu a expressão colesterol ruim e colesterol bom e não entendeu bem o que significava? Leia neste artigo o que é colesterol, porque existe o colesterol bom e o ruim, como medir o nível de colesterol e o que fazer quando os níveis de colesterol estão elevados."
O colesterol é uma substância gordurosa que está presente em todas as células do nosso corpo. Ele trafega em nosso sangue através de partículas chamadas de lipoproteínas. Três das lipoproteínas comuns são: lipoproteínas de baixa densidade (LDL), lipoproteínas de alta densidade (HDL), e lipoproteínas de muita baixa densidade (VLDL). Estudos médicos têm mostrado que níveis elevados de colesterol LDL estão associados com um risco aumentado de desenvolver placas nas artérias coronárias, os vasos que irrigam o coração, enquanto níveis elevados de colesterol HDL reduzem esse risco. Assim, os médicos algumas vezes se referem ao LDL como o "colesterol ruim" e ao HDL como o "colesterol bom".
O colesterol apresenta duas fontes. Nosso corpo produz algum colesterol, e nós também adquirimos colesterol em alimentos de origem animal (carne, leite, ovos, ou qualquer um de seus derivados). O consumo excessivo desses alimentos pode aumentar a quantidade total de colesterol no nosso corpo. A relação da ingestão do colesterol com o aumento nos níveis sanguíneos também têm relação com a predisposição genética. A ingestão da mesma quantidade de colesterol por pessoas diferentes pode ter diferentes resultados no nível de colesterol no sangue.
Nosso corpo necessita de colesterol para funcionar normalmente. Entretanto, o excesso de colesterol pode depositar em nossas artérias e promover a formação de um depósito conhecido como placa, que pode crescer ao longo do tempo; esse processo é chamado de aterosclerose. Um pedaço da placa pode se romper e um coágulo sanguíneo pode se formar na superfície exposta da placa. Esse coágulo pode bloquear ou diminuir o fluxo de sangue e o suprimento de oxigênio para o coração, cérebro, ou outras partes do corpo. Se esse bloqueio for significativo, pode causar um infarto do miocárdio ou um derrame, necessitando da realização de procedimentos no coração para melhorar o suprimento de sangue para os músculos do coração, ou pode levar à morte prematuramente devido à doença cardíaca. Uma das melhores maneiras de diminuir o risco de ter um infarto ou um derrame é controlar a quantidade de colesterol no seu sangue.
Todas as pessoas com 20 anos de idade ou mais deveriam realizar as medidas do nível de colesterol a cada 5 anos. A melhor maneira de medir os níveis de colesterol é com um exame de sangue chamado de perfil lipídico. Antes de fazer o perfil lipídico é preciso estar de jejum por 9 a 12 horas. O teste irá determinar a quantidade de colesterol total, colesterol LDL, colesterol HDL, e triglicérides no sangue, medidos em miligramas por decilitro (mg/dl).
O colesterol total é constituído do colesterol LDL, colesterol HDL, e colesterol VLDL. O nível desejado de colesterol total é de menos de 200. O colesterol LDL é também chamado de "colesterol ruim" porque ele se deposita dentro dos vasos para formar as placas. Níveis elevados de LDL aumentam o risco de doença cardíaca e derrame. O nível ótimo de LDL é de menos de 100.
O colesterol HDL é o "colesterol bom" porque diminui o risco de doença cardiovascular. Para os homens, um nível de HDL menor que 40 e para as mulheres, um nível de HDL menor que 50 é considerado um fator de risco para as doenças cardiovasculares
Os triglicérides são o tipo mais comum de gordura no nosso corpo. Quando os triglicérides estão acima do normal (150 ou mais), o risco de doença cardíaca ou derrame aumenta.
O perfil lipídico desejável para cada pessoa irá depender também da presença de outros fatores de risco, como diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, idade e história de doença cardíaca precoce em familiares de primeiro grau (< 55 anos no homem e < 65 em mulheres).
Seu médico irá recomendar um tratamento baseado no resultado do perfil lipídico. O tratamento poderá incluir mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, controle do peso, parar de fumar) e medicamentos. As mudanças no estilo de vida e os medicamentos irão trabalhar juntos para diminuir suas chances de ter um infarto ou um derrame.
É aconselhável que ocorra uma diminuição do consumo de gorduras saturadas na dieta para até 7% do valor calórico total. Assim, aconselha-se a restrição do consumo de gordura animal, e gorduras vegetais: polpa de coco e de alguns óleos vegetais, como coco e dendê.
Pessoas com colesterol elevado no sangue devem evitar alguns alimentos: carnes gordas, embutidos (salsicha, lingüiça, bacon e torresmo), vísceras (fígado, rim, miolo e miúdos), pele de aves, frutos do mar (camarão, lula, ostra, lagosta, polvo e marisco), gema de ovo, frios, leite integral e derivados, biscoitos amanteigados, folhados, sorvetes cremosos e chantilly. As novas recomendações de colesterol priorizam que devem contribuir em < 200 mg/dia das calorias totais na dieta diária.
A substituição dos ácidos graxos saturados por ácidos graxos poliinsaturados reduz o colesterol total e o colesterol LDL sanguíneo. As novas recomendações indicam que os ácidos graxos poliinsaturados devem participar em até 10% das calorias totais diárias. Existem dois tipos de ácidos graxos poliinsaturados, os representados pelas séries ômega-3 (a-linolênico, eicosapentaenóico-EPA e docosahexaenóico-DHA) e ômega-6 (linoléico e araquidônico). Os ácidos graxos ômega-3 são encontrados em peixes de águas profundas e frias. As fontes de ácido a-linolênico são os tecidos verdes das plantas, do óleo de canola e de soja. Os óleos de peixe ricos em ácidos eicosapentaenóico e docosahexaenóico também reduzem os triglicérides.
Os ácidos graxos monoinsaturados devem participar em até 20% das calorias totais por dia. Os alimentos que apresentam maior conteúdo de ácido oléico são o óleo de oliva (65 - 80%), óleo de canola (65 - 70%) e o abacate (45 - 50%).
O aumento da ingestão de fibras na dieta é igualmente importante. Para uma dieta saudável recomenda-se a ingestão de 20 a 30 gramas de fibras. Com a ingestão de uma xícara de cereais, e meia de feijão, uma pêra e uma maçã de tamanho médio por dia, obtêm-se 30 gramas de fibras.
A atividade física regular é importante para auxiliar na perda de peso e manter um estilo de vida mais saudável, diminui o risco de doença cardíaca, ajuda a controlar a pressão sangüínea e o diabetes, pode promover uma sensação de bem-estar e diminuir as tensões (estresse) do dia a dia. 
É importante que metas realísticas sejam traçadas, e que as atividades escolhidas sejam prazerosas. Deve-se iniciar os programas de exercícios lentamente; a duração da atividade deve ser aumentada gradualmente. Deve-se também fazer uma avaliação pré-exercícios para estabelecer as atividades que sejam seguras e adequadas.
É bom lembrar que, especialmente nos idosos, a atividade física que traz mais benefícios é a aeróbica de carga baixa a moderada, como as caminhadas, a natação, para aqueles que possuem uma boa técnica de nado ou hidroginástica. O ideal é que possa realizar sessões de aproximadamente 45 minutos, o que pressupõe um metabolismo quase exclusivamente aeróbico. Igualmente importante é estabelecer um ritmo, com dias de exercício e dias de descanso, seguindo um regime adequado para intercalar os mesmos durante a semana.
Quando não se consegue atingir as metas lipídicas com as medidas de mudança no estilo de vida, está indicado o tratamento medicamentoso. Dentre os medicamentos mais utilizados estão as estatinas, as resinas de troca, os fibratos, o ácido nicotínico e os inibidores seletivos da absorção do colesterol.
Depois de iniciado o tratamento, seu médico poderá medir seu perfil lipídico várias vezes no ano para determinar a resposta ao tratamento. Novamente, é importante o jejum de 9 a 12 horas antes desse exame de sangue. Baseado nos resultados do perfil lipídico, seu médico poderá pedir que você melhore sua dieta, aumente os exercícios, ou mude de medicação.
As medidas do nível de colesterol irão fornecer para você e para seu médico os dados necessários para avaliar o risco de doença cardiovascular e para prevenir, o tanto quanto for possível, um evento cardiovascular como um infarto ou derrame.

Uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos regulares são fundamentais para o controle do nível de colesterol. E quando não se consegue atingir as metas lipídicas, o uso de medicamentos estará indicado para o tratamento
Tratamento na MTC
Agulhamento no F3 bilateral.
Escarificação com ventosa na região dorsal na zona reflexa do Baço

Momento Saúde... Depressão / Como tratamos.

DEPRESSÃO


A depressão é uma doença extremamente comum, mas, infelizmente, dois terços dos pacientes afetados não são tratados adequadamente pois não têm a doença diagnosticada ou não conseguem ajuda médica. Os sintomas incluem distúrbios do sono, insatisfação com as atividades diárias, desânimo, dificuldade de concentração e muitos outros.
Todo mundo passa por períodos de desânimo. Os sentimentos de pesar e dor que acompanham estes períodos geralmente são necessários e transitórios, e podem até mesmo representar uma oportunidade de crescimento pessoal. Todavia, quando a depressão persiste e começa a prejudicar a vida diária, isto pode ser o indício de uma doença depressiva, e não somente um quadro passageiro de melancolia. A gravidade, a duração e a presença de outros sintomas são os fatores que distinguem a tristeza normal de um distúrbio depressivo.
A maioria das pessoas deprimidas não procura auxílio médico. Nos idosos, devido à relação complexa entre depressão, medicações e doenças graves, é especialmente importante não deixar de detectar este distúrbio. Ao contrário do que acontecia no passado, hoje a depressão é reconhecida como uma doença.
Existem 5 tipos principais de Depressão: Depressão Maior, Depressão Crônica Leve (ou Distimia), Depressão Atípica, Distúrbio Afetivo Sasonal, Tensão Pré-menstrual e Pesar.
Depressão Maior
Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:
1. Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade).
2. Falta de prazer nas atividades diárias.
3. Perda do apetite e/ou diminuição do peso.
4. Distúrbios do sono – desde insônia até sono excessivo – quase todo dia.
5. Sensação de agitação ou languidez intensa
6. Fadiga constante
7. Sentimento de culpa constante
8. Dificuldade de concentração
9. Idéias recorrentes de suicídio ou morte
Além destes critérios, devem ser observados outros pontos importantes: os sintomas citados anteriormente não devem estar associados a episódios maníacos (como na doença bipolar); devem comprometer atividades importantes (como o trabalho ou os relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas, álcool ou qualquer outra substância; e devem ser diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.
Os sintomas da depressão nas crianças podem ser diferentes daqueles dos adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, irritabilidade acentuada, queixas freqüentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim ou alterações nos padrões de sono e de alimentação.
Depressão Crônica (Distimia)
A depressão crônica leve, ou Distimia, caracteriza-se por vários sintomas também presentes na Depressão Maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo – pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma "leve tristeza" que se estende na maioria das atividades
Em geral, não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual, mania, agitação ou comportamento sendentário. Pensamentos suicidas não são comuns. Talvez devido à duração dos sintomas, os pacientes com depressão crônica não apresentam grandes alterações no humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais desanimados e pessimistas. Os pacientes crônicos podem sofrer episódios de Depressão Maior (estes casos são conhecidos como depressão dupla).
Depressão Atípica
As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.
Distúrbio Afetivo Sasonal (DAS)
Este distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer na primavera ou no verão – quando então tendem a apresentar uma fase maníaca.
Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.
Tensão Pré-menstrual (TPM)
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico Depressão Maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando logo após a passagem da menstruação.
Pesar
Os sintomas de Pesar e da depressão possuem muito em comum. Na verdade, pode ser difícil diferenciá-los. O Pesar, contudo, é considerado uma reposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. Normalmente é limitado.
Nas pessoas sem outros distúrbios emocionais, o sentimento de aflição dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3-6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode afetar a saúde da pessoa ou predispô-la ao desenvolvimento de uma depressão propriamente dita.
Fatores Psico-sociais
As pessoas que já experimentaram períodos de depressão relatam um acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar.
Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um ente querido, ou mesmo eventos naturais como enchentes, podem causar uma depressão imediata, sendo necessário um longo período de recuperação. A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. Alguns fatores genéticos ou biológicos podem explicar a maior vulnerabilidade de certas pessoas. A existência ou a ausência de uma forte malha social ou familiar também influenciam – positiva ou negativamente – na recuperação.
Fatores Biológicos
Alterações nos níveis de neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina) relacionam-se à susceptibilidade para depressão. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes.
Outras possíveis causas de depressão
Medicamentos como betabloqueadores, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e anti-parkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada no longo prazo.
Sim, existem. Qualquer pessoa que já passou por um episódio de Depressão Maior possui uma chance de 50% de apresentar outro episódio – podendo acumular 4 a 5 episódios por toda a vida. Algumas pessoas apresentam crises depressivas recorrentes separados por vários anos de sanidade mental. Outras passam por crises repetidas separadas por breves períodos normais. Infelizmente, cerca de 35% das pessoas apresentam uma depressão crônica que nunca desaparece, nem mesmo com o tratamento adequado.
O problema parece estar crescendo. Neste século, cada geração teve mais episódios de depressão que a anterior, e cada vez em idade mais tenra.
Mulheres
A correspondência de casos de depressão entre mulheres e homens é de 2:1. Não se sabe exatamente porquê isto ocorre – hereditariedade, desequilíbrios hormonais, maneira de lidar com as próprias emoções, maior facilidade em diagnosticar depressão em mulheres, pior situação sócio-econômica, abuso físico e sexual, etc.
Estima-se que uma em cada 4 mulheres apresentará um episódio de depressão ao longo de sua vida. A maioria das mulheres deprimidas encontra-se entre 25 e 40 anos, é casada e tem filhos para criar. A depressão é mais comum nos dois extremos sócio-econômicos e naquelas que fazem uso abusivo de medicamentos.
Crianças
Acontecimentos desagradáveis na escola ou em casa podem desencadear uma crise depressiva, esta, porém, quando dura mais de duas semanas, torna-se preocupante. Crianças deprimidas tornam-se irritadiças, cansadas ou ansiosas. Podem perder o interesse em suas atividades habituais, recusar a ir para a escola ou se auto-agredir (batendo a cabeça contra a parede, por exemplo). Até mesmo crianças de 5 ou 6 anos de idade podem tentar o suicídio.
Em geral, a depressão dura cerca de 7 meses, e as chances da criança vir a apresentar um novo período depressivo são grandes. A consulta médica é imprescindível para se confirmar o diagnóstico de depressão e, principalmente, excluir a possibilidade de outras doenças.
Algumas crianças e adolescentes podem necessitar de medicamentos antidepressivos, mas os remédios devem ser utilizados como parte de um tratamento que inclua acompanhamento psicoterápico. Entretanto, ainda existe muita controvérsia quanto ao uso de antidepressivos nesta faixa etária. Em geral, os antidepressivos tricíclicos são a primeira escolha, pois seus efeitos já são bastante conhecidos. A principal preocupação com seu uso é o risco de morte, principalmente decorrente de problemas cardíacos, que tem sido associada ao uso de desipramina (um tipo de tricíclico) em jovens hiperativos.
Adolescentes
Muitas pessoas experimentam sua primeira grande crise de depressão durante a adolescência, ainda que não o saibam. Comumente ocorre entre os 15 e 19 anos de idade e o suicídio é sempre uma preocupação nesse grupo. Pode manifestar-se como baixa auto-estima, consumo de drogas e/ou abuso de álcool, abandono da escola, problemas com a autoridade, comportamento anti-social, pessimista, supersensível, pouco cooperativo ou agressivo. Uma vez que estes padrões de atitude são, até certo ponto, considerados normais por nós em um adolescente, não é de se espantar que muitos casos de depressão neste grupo permaneçam não-diagnosticados e sem tratamento adequado.
Depressão em Adolescentes: sinais de alarme para o risco de suicídio
• Tentativas anteriores: jovens que tentam suicidar-se permanecem vulneráveis por vários anos, especialmente nos primeiros três meses após a tentativa.
• Antecedentes psiquiátricos: o risco é maior em pacientes que já foram internados para tratamento psiquiátrico.
• Insucesso pessoal: metas muito difíceis e críticas rígidas podem desencadear uma espiral descendente que terminará no suicídio.
• Perdas recentes: a morte de um ente querido ou de um amigo, divórcio, gravidez indesejada ou o fim de um namoro podem fazer com que o adolescente se sinta tão perdido que o suicídio lhe pareça como a única saída.
• Armas em casa: pode facilitar o suicídio de um adolescente problemático.
• Violência familiar: ensina aos jovens que a maneira mais fácil de resolver qualquer conflito é através da violência.
 Falta de comunicação: a incapacidade de discutir raiva e sentimentos desconfortáveis com a família podem levar ao suicídio.
• Abuso de drogas: alguns adolescentes fazem uso de drogas ou álcool para escapar da depressão, mas isto pode apenas aumentar o risco de suicídio.
Idosos
Este é outro grupo onde a depressão é mal interpretada. Estima-se que cerca de 20% das pessoas acima de 65 anos de idade apresentem distúrbios depressivos. Na verdade, a depressão é 4 vezes mais comum nesta faixa etária que na população em geral, e o risco de suicídio para pessoas com mais de 65 anos é 15 vezes maior.
A depressão não faz parte do envelhecimento, apesar de se acreditar justamente o contrário. Uma vez que esta doença causa dificuldade de concentração, indiferença, problemas de memória e desorientação, freqüentemente ela não é percebida, sendo confundida com senilidade. Cerca de 12% dos idosos com diagnóstico de demência na verdade estão deprimidos (associações entre demência e depressão também são possíveis).
Além disso, muitas das doenças que acometem os idosos podem se manifestar como depressão: doença de Parkinson, doença de Cushing, doenças da tireóide, doenças pulmonares, deficiências de vitaminas, câncer e derrame. Uma vez que o metabolismo diminui com a idade, geralmente os idosos necessitam de uma dose menor de antidepressivos para obter uma boa resposta.
A preocupação com o suicídio ou ameaça de suicídio, especialmente vinda de alguém sabidamente infeliz ou que tenha sofrido uma perda recente, deve ser considerada séria.
Estima-se que a depressão contribua para cerca de 50% de todos os suicídios e é uma causa importante de morte entre jovens. Na velhice, os homens respondem por cerca de 80% dos casos de suicídio – o maior risco encontra-se entre os divorciados ou viúvos.
A depressão exerce um efeito importante na piora de várias doenças e pode até mesmo predispor a pessoa a outros males. Estudos recentes indicam que a depressão pode influenciar aspectos do sistema imune, coagulação sanguínea, pressão arterial, vasos sanguíneos e ritmo cardíaco - em alguns casos, até mesmo prejudica a resposta aos medicamentos utilizados para controlar uma doença cardíaca. A saúde dos idosos deprimidos que são hospitalizados tende a piorar, e sua recuperação é mais lenta.
Existe uma forte associação entre depressão e aumento na incidência e na gravidade de derrames e ataques cardíacos. A depressão aumenta a autocrítica e diminui o desejo sexual, além de ter um efeito direto sobre o sistema nervoso, podendo acarretar problemas de ereção. Por outro lado, disfunções eréteis podem causar depressão, e as duas condições podem terminar perpetuando-se. A pessoa deprimida possui um maior risco de alcoolismo, tabagismo e abuso de outras drogas.
A despeito da eficácia do tratamento, mais de dois terços das pessoas com depressão não serão tratados. Mesmo nos EUA, pesquisas indicam que apenas 3% dos idosos com depressão estejam sendo adequadamente tratados. Imagine no Brasil...
Algumas vezes, o distúrbio é sério o suficiente para necessitar hospitalização, mas na maioria dos casos o tratamento pode ser realizado no consultório ou ambulatório. Psiquiatras são médicos e são os únicos que podem prescrever medicamentos, mas muitos Psicólogos possuem acordos com psiquiatras para medicar seus pacientes.
A confiança do paciente em seu médico ou psicólogo é o componente mais importante do tratamento. Não se sinta embaraçado em dizer ao seu analista que você não se sente à vontade com ele, e troque de profissional se não se sentir confiante.
A maioria dos adultos necessita de antidepressivos e psicoterapia – estes variam de caso para caso. Nos casos que não conseguem sucesso com esta abordagem, a terapia com eletrochoques pode ser uma boa opção. Existe muito preconceito com respeito a esta ferramenta terapêutica, mas pesquisas desenvolveram técnicas e medidas de segurança que tornaram os eletrochoques uma forma de tratamento bastante eficaz, desde que indicada apropriadamente. Os casos que não respondem ao tratamento eletroconvulsivo podem ser triados para cirurgia.
Crianças e adolescentes respondem melhor a psicoterapia que ao uso de remédios. Quando se necessita lançar mão de uma droga, os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) são os mais indicados. Os medicamentos são mantidos inicialmente por 6 meses, quando se inicia a fase de manutenção, que pode durar um ano ou mais.

Em idosos, se dá preferência ao uso de ISRS, pois seus efeitos colaterais são menos intensos que aqueles dos tricíclicos. Contudo, devido aos benefícios ainda modestos destes medicamentos e o risco de queda, os especialistas recomendam psicoterapia para os casos leves e moderados. Idosos com depressão grave respondem melhor ao uso de antidepressivos tricíclicos – mas estes devem ser usados com cautela devido ao risco de doença cardíaca e outros efeitos indesejáveis.

TRATAMENTO NA ACUPUNTURA
- Acupuntura Sistêmica no ponto VC17 trabalhando os 09 nove Ciclos respeitando o lado dominante.
Na Auriculopuntura: Trabalhar os 07 pontos principais, depois, os Elementos acometidos.
Em média meus pacientes relatam resultado de melhora de 60% logo na primeira sessão.
Podemos estimular os pontos reflexos na região dorsal com a ventosaterapia e aplicação de moxibustão no R1 bilateral por 05 minutos.